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Na vitrine da Editora Penalux #5


Oiii, gente, tudo bem?
Hoje venho com a maior felicidade trazer a quarta postagem de indicação de livros da Editora Penalux! 
Vamos conhecê-los?

Poemas para metrônomo e vento
Sinopse: Metrônomo é um instrumento que marca o ritmo das músicas, o seu funcionamento é construído para dar suporte a mensuração da passagem do tempo, assim, ele permite que a música flua com maior organizações e expressividade.Título muito bem contextualizado às características escritas da obra, nela, o tempo e a música se misturam metaforicamente feito metrônomo, marcando o ritmo do cotidiano, as coisas observáveis e corriqueiras como o nascimento da aurora, as borras de café, o quarto vazio, os sentimentos fugazes se perdem feito “poeira cósmica” entre “lenços e relógios”, entre uma rotina inevitável que se faz percebível somente pela decorrer do tempo. A autora enfatiza, em sua obra, o cotidiano que está em todas as coisas, na luz que vem do sol, no cheiro da mata, em um café, no fogo. Estas manifestações físicas, de corpos e sabores, só podem ser percebidas devido a íntima relação do tempo com os seres humanos, os quais, por sua vez, encontram expressividade para as suas existências, devido a noção de passado, presente e futuro.  Existe uma busca transcendental que motiva a jornada das pessoas, mesmo aquelas que não sabem bem onde querem chegar, é um impulsionamento que vem das memórias e lembranças, de uma existência formada e significada por um cotidiano, que é moldado pela sublimidade do tempo, o qual “tingi os corpos com dor e alegria”.
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Uma Corruíra na Varanda
Sinopse: O cineasta Braz, com sua característica de observador do cotidiano e com uma postura amadurecida, expande sua atividade artística, antes voltada para o cinema, agora direcionada ao território literário que consagrou Rubem Braga: as crônicas. Os temas misturam-se entre o epifânico e o corriqueiro. O escritor revela o lado sarcástico do comportamento humano, como, por exemplo, no texto que abre o livro: “O Juramento de Hipócrates”. Nesta narrativa, o humor aparece como denunciador da sociedade atual, o que se prolonga de modo sutil nas demais crônicas, nas quais a crítica ao modernismo com seu poder de geração de neuroses, culminam em nutrir os enredos de Braz. Com suas inspirações pareadas ao universo de Nelson Rodrigues, Braz coloca-se como entendedor da alma nacional. Assim, tal como fez o mestre, o autor, por meios dessas crônicas, desnuda a identidade brasileira à luz de suas paixões.
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Do Ínfimo
Sinopse: Saudando a abertura da obra de Maria João, Rainer Maria Rilke fala da grande quantidade de pessoas que existem, mas, este número aparentemente gigantesco abarca uma numerologia ainda mais exacerbada, já que cada pessoa carrega diversos rostos, “nunca tinha tomado consciência, por exemplo, da enorme quantidade de rostos que há. Existem numerosas pessoas que usam um rosto durante anos a fio e é claro que ele se gasta, se suja, se quebra nas rugas, se alarga com as luvas que foram usadas na viagem”.

         Mas assim como já dito no primeiro poema de “Do  Ínfimo”, este rosto, que quando sincero transparece rugas, experiências, e sinais de uso de um alguém que viveu as dores, os prazeres, não deve ser limpado, já que o simples da vida reside justamente em não mudar esta expressividade da face,  não limpar este rosto, no poema, “ Não vou mandar limpá-lo”. Embora nas andanças pelo mundo o indivíduo esbarre em diversos rostos, a dúvida em relação aos sentimentos mais internos do homem não são esclarecidos pela óbvio da realidade, captada pelos sentidos, o tempo é que triunfa, e a busca continua revelando apenas as pequenas coisas, o vento, a sombra, mas saber de fato sobre  o breve da passagem é em vão, restando apenas aceitar a perenidade das coisas, reconhecer o medo e a liberdade.
                A autora descreve a vida como um processo de busca pelo arado alquímico, o compasso, o fogo, o ritmo matemático, a matéria transfigurada do poema, a asa do sonho, o magma, a víscera, a palavra, o suor, o sangue, a alma, língua. Estas buscas são  urgências, como uma “sede de chuva”, no entanto, a única coisa que se pode saber, conscientemente, é que não estamos livres da mão do destino, e tão entregues a ele estamos como a própria natureza, que instintivamente existe.
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Menina dos Olhos
Sinopse: “Menina dos Olhos” enquanto uma poesia da obra que ela própria intitula é sincera quando diz da existência de imensos perigos no mundo, situações reais que assustam e machucam. Entre este externo intimidador e o íntimo do eu-lírico ameaçado, existe o refúgio poético que funciona como pausa, que bloqueia todos os medos no simples recolher-se sob túnicas que blindam toda a agressividade do mundo.
A autora que deseja ser assegurada, salva feito “Menina dos Olhos”, sabe que existem “profundezas submarinas”, nestes mesmos olhos que brilham, tristezas, memórias, pensamentos e ideias, guardando todo um conjunto de vivências e experiências abordadas pela “menina poesia”. As influências pessoais da autora, são poetas como Neruda, seres sensíveis que um dia ousaram repousar no refúgio comum do poema.
Quando Raquel escreve suas caras à Neruda, o faz “com uma fé que se exercita a longos anos de amor ao ofício”, claramente dizendo que se sente presa a melancolia que vem das suas lembranças, mas que encontra na poesia, nas “Ilhas Negras” o refúgio que a isola deste mundo externo, ainda que a tristeza esteja presa a ela feito neblina. Neruda é um igual, um ser sensível que perdeu amigos, que sofreu e se retirou, mas permaneceu versando.
Regina, professora Glória, são outras figuras que são inspirações para a autora, de um lado a intelectualidade da professora Glória, que ensinou a autora o gosto pela poesia e pela literário, de outro lado, Regina que mostrou “o elo entre o céu e a Terra” no despertador do amor.
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Espero que tenham gostado dessa postagem, e até a próxima!
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